Coleção Covid-19 e o controle social no SUS: impactos, dinâmicas, pautas e estratégias
Título
Coleção Covid-19 e o controle social no SUS: impactos, dinâmicas, pautas e estratégias
Descrição
O projeto de pesquisa teve como objetivo geral: Construir um diagnóstico sobre os impactos da pandemia, provocada pelo Covid 19, no controle social do SUS, bem como, as alterações nas dinâmicas, pautas e estratégicas de suas instâncias. Os objetivos específicos foram: a) Identificar os impactos da pandemia no controle social do SUS nos estados; b) Sistematizar as pautas e estratégias dos conselhos estaduais durante o ano de 2020; c) Fazer um levantamento das ações das Comissões de Educação Permanente; d) Sistematizar os principais desafios a serem enfrentados pelo controle social no próximo período.
Os resultados desta pesquisa podem ser conferidos nos quatro volumes que fazem parte desta coleção. O primeiro é Sistematização documental dos conselhos estaduais de saúde (2019–2020). O segundo volume é Entrevistas com conselheiros e conselheiras de saúde estaduais. O terceiro Revisão bibliométrica sobre a participação social em saúde nas américas. E o quarto e último volume é Infraestrutura dos conselhos estaduais de saúde.
Este relatório, volume 2 da pesquisa sobre Covid-19 e o controle social no SUS, apresenta uma análise aprofundada a partir de 50 entrevistas com conselheiros e conselheiras de saúde estaduais de todo o Brasil. A obra investiga as percepções, atitudes, práticas e visões críticas desses atores sobre o funcionamento dos Conselhos Estaduais de Saúde (CES) durante a pandemia. As entrevistas revelam os desafios enfrentados na transição para o ambiente virtual, os impactos da crise sanitária nas pautas e estratégias de atuação, e a resiliência do controle social na defesa do SUS. O estudo dá voz aos sujeitos que vivenciaram o processo, complementando a análise documental com a dimensão humana da participação social em um período de adversidade.
Este relatório, volume 4 da pesquisa sobre Covid-19 e o controle social no SUS, apresenta um mapeamento da infraestrutura e das necessidades dos Conselhos Estaduais de Saúde (CES) do Brasil. Com base em um questionário aplicado aos 27 conselhos, o estudo diagnostica suas condições de funcionamento, abrangendo estrutura física, equipamentos tecnológicos, recursos humanos e autonomia financeira. A pesquisa revela a grande desigualdade e, em muitos casos, a precariedade de recursos disponíveis para os CES, o que limita a capacidade de atuação do controle social. Essa fragilidade estrutural tornou-se um desafio ainda maior durante a pandemia, com a necessidade de adaptação para atividades remotas. O documento conclui com um plano de necessidades para fortalecer esses espaços.
Este relatório, volume 3 da pesquisa sobre Covid-19 e o controle social no SUS, apresenta uma revisão bibliométrica da produção científica sobre participação social em saúde nas Américas. Analisando 641 artigos científicos, o estudo mapeia a evolução do campo de pesquisa, seus principais conceitos, autores, instituições e periódicos mais influentes. A pesquisa revela a existência de dois grandes eixos temáticos: um focado na participação institucional (Conselhos de Saúde, democracia), mais proeminente no Brasil, e outro no engajamento comunitário (intervenções, promoção da saúde), mais comum nos EUA e Canadá. O trabalho também aponta desigualdades de impacto, mostrando que, apesar da alta produção brasileira, os estudos norte-americanos possuem maior visibilidade e citação internacional.
Este relatório apresenta a "Sistematização documental dos Conselhos Estaduais de Saúde (CES)" no Brasil, sendo o primeiro volume da pesquisa sobre os impactos da Covid-19 no controle social do SUS. A análise abrange o período de 2019 a 2021, com base em documentos oficiais como leis de criação, regimentos internos e atas de reuniões dos conselhos. O objetivo é mapear a composição, a estrutura, o funcionamento e as pautas dos CES, comparando sua atuação antes e durante a crise sanitária. A obra evidencia os desafios, as estratégias e a resiliência desses importantes espaços de participação social na defesa do SUS durante a pandemia